terça-feira, 2 de dezembro de 2014

A ave que caiu do ninho





Eis-me aqui. Esta espécie de ave esguia
De um tom pálido e manchado
Que em cria caiu do ninho
E tristemente esqueceu seu fado.

Vê! Olha-me a planar o céu!
Assiste à leveza do meu movimento!
Sem olhar á nostalgia que denoto
Quando teimoso me tomba o vento.

E quando o Sol ao pôr-se esmorecer,
Ver-me-ás no horizonte a fenecer
Lembrando-me enfim do meu fado esquecido.


R.V.,16/05/2011