Certa vez, quis fazer-me de novo criança!
E correr arrebatada pelo areal macio
Em busca do búzio eleito, beijar
A face da minha mãe e adormecer ao seu peito.
Quis fazer-me de novo criança!
E trepar as enormes cerejeiras em flor
Sonhar com príncipes, temer monstros, viver
Sem procurar o sentido do efémero amor.
Quis fazer-me de novo criança!
Mas o tempo que é carrasco não deixou.
E até hoje aguardo pela sua volta, sonhando
Que me traga a inocência que levou!
17/04/2011

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